sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Secretos salários, por Luiz Garcia



Luiz Garcia, O Globo
Todos os governos têm segredos, que costumam ser de dois tipos: os que são exigência da segurança nacional, e aqueles que, uma vez revelados, deixam em situação insegura quem os guarda e protege.
É possível, para não dizer provável, que estejam no segundo grupo os salários dos diplomatas e outros funcionários que servem ao Itamaraty no exterior. Seis meses atrás, o governo federal revelou quanto ganham os seus servidores no país.
Mas o Ministério das Relações Exteriores não obedeceu às regras do jogo aberto: até hoje não revelou à opinião pública qualquer informação sobre quanto ganha a turma — que não é pequena — que sua a camisa na certamente exaustiva missão de proteger os interesses oficiais além-fronteiras. Nem alegou motivos para o segredo.
Admitamos que esses motivos existem. Mas é preciso registrar que há dois meses o Tribunal de Contas da União, corretamente empenhado na missão explícita em seu próprio nome, deu prazo de um mês para que o Itamaraty abrisse o jogo.
Além disso — o que é bastante importante — exigiu que os salários acima do teto federal (28 mil reais e uns trocados) fossem colocados embaixo desse teto. Parece uma exigência óbvia, mas o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, alegou que a decisão do TCU não era válida, devido a uma falha técnica não revelada à opinião pública.
No momento, o assunto ainda não tem data marcada para ser discutido no TCU, Pode acontecer na próxima sessão plenária do tribunal, semana que vem, e pode ser colocado discretamente na geladeira. O que não será surpresa.
Leia a íntegra em Secretos salários

fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

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